Quarta-feira, 19 de Outubro de 2005

LEMBRANDO O CUMBIDJAN

Dedicado ao Carlos Schwarz (Pepito) e á meritória obra da ONG "AD - Associação para o Desenvolvimento" a intervir na Guiné-Bissau

cum.JPG

O rio não é muito grande mas é majestoso. Não pela água porque água não falta em qualquer rio que mereça nome. Talvez pela corrente forte, pelo tarrafo a misturar margem com água e lama. Provavelmente, quase certo, pelos olhos muito abertos de espera e vigia que impunha o perigo espreitando em terreno conquistado que não nos queria por ali, fazendo-nos sentir navegadores em demasia a profanar águas outras.

Seria isso mesmo, pisarmos águas com dono, sem licença e com os maus modos de quem tem de mandar, a bem ou a mal, que trazia, olhos dentro, o desencontro de se gostar de um rio e ele resistir a nos gostar. Afinal, era o que dava majestade de grandeza ao rio Cumbidjan, ao magnífico Cumbidjan das águas do sul da Guiné em que só o nome dava para um poema. Mas, visto do outro lado, porque em questão de rios a unanimidade nunca surge nem sequer vai a votos, a conversa seria outra.

cumbija_junho_70.JPG

Olhando-me nos olhos, usando fotografia velha como pretexto, é assim que me parece. Tanto mais que dias de juventude ficaram ali, feitos espuma, nas águas do rio Cumbidjan. À distância, no tempo e na geografia, é um rio que não é muito grande mas é majestoso.
publicado por João Tunes às 12:06
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