Domingo, 23 de Outubro de 2005

MAIS ROC PARA QUÊ?

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Já tivemos Ferreira Leite e Bagão. Temos Sócrates. Para que precisávamos de Cavaco, mais um ROC – Revisor Oficial de Contas, agora em Belém?

Não entendem que as contas nunca vão dar certas sem um plano de desenvolvimento sustentado, um projecto mobilizar, social e humanista, saídas, qualificação para sairmos da modorra, energia positiva, cidadania participativa.

Uma espiral contabilista de tesouradas, não resolve absolutamente nada. Transforma cada corte num prelúdio de novo corte, cada esperança abstrata de retoma em necessidades de novos cortes, mais cortes em quem já não tem nada para se lhe cortar. E a verdade é que depois de se cortar tudo, não há corte porque não há fazenda. Havendo quem não entenda que só se podem fazer contas sobre riqueza e valor.

A combinação Sócrates-Cavaco seria uma dupla (acho que desejada por ambos) em que tudo, cidadãos e cidadania, se ficaria pelos números, numa dieta de emagrecimento até à anorexia patológica do País. E só vejo a ideia estrambólica de meter Soares nos assados de uma campanha deslocada e patética para que, perdendo o candidato oficial do PS, Sócrates justificar o entendimento com um Cavaco vencedor. E irem às contas, sempre às contas. Apenas às contas. De São Bento até Belém. Fócrates!
publicado por João Tunes às 19:28
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2 comentários:
De Joo a 24 de Outubro de 2005 às 01:59
Ora bem, Ricardo, "falta saber" o que dizes e que será mais importante e que dá ou não dá sentido ao resto. Esta é a questão, independentemente da estrutura orçamental, que, no meu entender, do ponto de vista da percepção política, assemelham Sócrates a Ferreira Leite e Bagão e criam as condições para o "regresso" de Cavaco. Reconheço que terás razão em assinalares que a equiparação tout court é reducionista e quiçá injusta. Mas, só vejo fazerem-se contas e cortes numa lógica e num destino que ninguém sabe nem explica. Obrigado pelo contributo e pela visita.


De Ricardo a 24 de Outubro de 2005 às 01:31
Viva,

Concordo parcialmente com o post. Concordo que não precisamos dum ministro das Finanças em Belém. E muito menos percebo porque acham que Cavaco tem perfil para o cargo!

Também concordo que o equilíbrio financeiro não é um fim em si mesmo! Mas já discordo na comparação Ferreira Leite/ Bagão com Sócrates! Concordo que a economia precisa de mais estímulos e de que o aumento de impostos é fatal nesta fase mas os primeiros basearam a resolução do problema com mais impostos, receitas extraordinárias com custos elevados no futuro imediato e cortes cegos. Este Governo, apesar do aumento dos impostos (o que não concordo), está a ir à raiz do problema com orçamentos sem sub orçamentações e sem o recurso a receitas transitórias. Diria que não está só a raspar a superfície. Falta saber como pretende reorganizar a Administração Pública.

Abraço,


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