Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005

AINDA A HISTÓRIA DOS “EX”

PARETE.jpg

Não acho que haja algo de especial em que Silva Graça, como Veiga de Oliveira, votem Cavaco (aliás, as sondagens indicam que um terço do eleitorado CDU se dispõe a votar Cavaco). A vida (por vezes) é feita de mudança.

O que acho condenável é a forma a conta-gotas, com direito a parangona, com que a candidatura de Cavaco exibe, como troféus, mudanças radicais de votos, como se isso não fosse um direito vulgar de cidadania (e ela comporta quer as fidelidades fixadas, quer os movimentos esquerda-direita e direita-esquerda), retirando-lhe a naturalidade da mudança ou da permanência num posicionamento político. O objectivo é proporcionar "cachas" de escândalo, o que pressupõe que o "normal" é não se sair do redil, como se o cidadão fosse uma ovelha. Nesta mesma linha, há muito que se tecem loas à sacralidade da "coerência", a única admissível (a daqueles que nascem, vivem e morrem a pensarem da mesmíssima maneira, haja o que houver) como valor supremo da verticalidade dos valores. Como se não pudesse acontecer, e isso não acontecesse pouco, que para se manter a coerência com valores fundamentais, isso possa implicar a coragem de se mudar de companhia e de guarda-chuva partidário.

Para os dogmáticos da “coerência”, o melhor cidadão é o que usa pala. A menos, é claro, que a mudança se dê “para o nosso lado”.
publicado por João Tunes às 00:29
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