Sexta-feira, 18 de Novembro de 2005

OS NÚMEROS DO ÓDIO

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A isto (aos números):

“No ano lectivo 2004/2005, os professores do ensino pré-escolar, básico e secundário faltaram a entre 7,5 e 9 milhões de horas de aula, revela um estudo elaborado pelo GIASE (gabinete de estatística com competências delegadas pelo INE que funciona no Ministério da Educação) até ao dia de ontem, quinta-feira.”

a Fenprof respondeu assim:

”Augusto Pascoal, da FENPROF, acusou, esta sexta-feira, a equipa do Ministério da Educação de nutrir «ódio aos professores» e procurar, com a divulgação de um estudo sobre a assiduidade dos docentes, apenas «denegrir a imagem» destes profissionais.”

Ficámos, pois, a saber o que não se devia saber. Para que não se soubesse, mantendo estima em vez de maus sentimentos. Então, boa greve e excelente manif. E continuem a faltar. Sem ódios e com boa imagem.
publicado por João Tunes às 12:08
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2 comentários:
De Teixeira Pinto a 18 de Novembro de 2005 às 17:24
Sei que o que vou dizer não é PC (politicamente correcto), mas eu cá não sou PC: a Maria de Lurdes Rodrigues é seguramente a melhor ministra da Educação que Portugal já teve (pelo menos nas últimas 3 décadas!). Chega de pensar os problemas sectoriais (Educação, Saúde, etc...) em termos dos que interesses dos profissionais e ignorando os interesses dos utentes. Sou professor, sei do que falo. Faça-se até a seguinte experiência radical: coloquem-se de imediato os professores do ensino público em pé de igualdade com todos os seus colegas que não têm os sacrossantos "direitos adquiridos"... Sabem qual seria o resultado? Limpeza do sistema! Pois só iria permanecer uma escassa percentagem; aqueles que realmente têm uma chama interior (a que chamam "vocação")para fazer da docência uma profissão digna. Talvez um cenário desses servisse para abrir as portas àqueles que, tendo vocação, estão do outro lado do muro das lamentações e que - francamente, já não há pachorra - têm asco os sindicatos corporativistas que a única coisa que vê é como medrar e fazer medrar. O ENSINO E A EDUCAÇÃO DEVEM SER A CAUSA, E OS JOVENS DEVEM SER A RAZÃO DE SER DO SISTEMA (E NÃO O PRETEXTO) PARA A EXISTÊNCIA E REFORÇO DO SISTEMA, NEM QUE ISSO TENHA QUE SER CONTRA OS INTERESSES INSTALADOS. Por vezes chego a ver semelhanças entre o sindicalismo (que gravita em torno dos funcionários públicos) e uma ordem fascista difícil de erradicar chamada corporativismo. Ganhem juízo.



De C.Indico a 18 de Novembro de 2005 às 15:08
Mais:
1- disse que o desejo "secreto" da ministra é ver-se livre dos professores.
2-Conheço uma senhora, embora só seja uma, que há 10 anos assina os sumários e não dá aulas.


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