Sábado, 19 de Novembro de 2005

Honra ao Comando João Paulo Roma

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Ao Comando João Paulo Roma, calhou-lhe a bola negra da sua profissão escolhida. Uma bola negra que estava metida no seu saco militar de missão atribuída. Mas nenhum militar, à força ou por vontade, pode querer só bolas brancas metidas no seu saco militar. Queremos, todos querem, sair com bola branca. Mas as bolas negras também saem. Se saem. Podendo sair a qualquer um. Faz parte da condição.

João Paulo Roma morreu em combate, em acção de paz, no Afeganistão. Na guerra pela paz, hoje a mais nobre, a mai difícil de todas as guerras, a guerra contra o terrorismo. Contra os assassinos, os mais cobardes dos assassinos em massa. João Paulo Roma morreu longe, numa mina no Afeganistão, para tentar evitar que outras “minas”, da mesma mina, nos possam, um dia, rebentar no nosso metro, no nosso comboio, no nosso autocarro, no nosso bairro, fodendo-nos os miolos ou os dos nossos filhos a caminho da escola ou dos nossos pais a caminho da consulta para actualizar a medicamentação. Aqui.

Nada há de “especial” em um militar morrer em missão. Faz parte da condição. João Paulo Roma cumpriu e caiu a cumprir. Honra lhe seja feito por isso. Muitos te prestarão a honra que mereces, a do teu sacrifício em missão. Não oiças, não te adianta, não nos adianta, os que manipulam a tua perda, exigindo com gritos de cólera, colando-se á tua baixa, a retirada do Afeganistão. Esses são os mesmos, ou parecidos, que silenciam que o “vespeiro” do Afeganistão foi criado e alimentado quando o Exército Vermelho entrou ali, em “missão internacionalista”, para a ocupar, a ferro e fogo, produzindo “tallibans” aos molhos. Sobretudo agora, com a perda de João Paulo Roma, há que ficar e aguentar. Para que aquelas “minas” rebentem longe. Do nosso metro, do nosso comboio, do nosso autocarro, do nossos bairro.
publicado por João Tunes às 16:10
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2 comentários:
De Cacusso a 21 de Novembro de 2005 às 00:43
Curvo-me em memória de João Paulo Roma.
Assino por baixo cada uma das suas palavras.
Um abraço.


De daniel tecelo a 20 de Novembro de 2005 às 19:11
É sempre de lamentar uma morte,seja onde fôr e porque motivo fôr,mas João Paulo Roma era um profissional,morreu no exercicio da sua profissão,como morre um mineiro ou um pescador,será tão herói quanto eles.
Há até quem lhes chame mercenários!!!


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