Terça-feira, 29 de Novembro de 2005

ADORAÇÃO AO TINTO

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Senhora Ministra, com este, acabam-se as "guerras". Tirado daqui.
publicado por João Tunes às 17:13
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PRÓSTATA CULTURAL

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- Viste como o Soares deitou o Cavaco abaixo com aquela de o “cara de pau” não saber quantos Cantos tem os Lusíadas e que assim não merece ser Presidente?

- Isso foi só uma amostra, porque o Mário tem a próstata cultural em forma. Vais ver que arruma o Alegre, que se diz poeta, desafiando-o a recitar, sem cábula, a “Trova do vento que passa”!
publicado por João Tunes às 16:55
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CULTURA OU PROBLEMA?

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O problema de Cavaco, ao contrário do que Soares diz na sua bazófia de consumidor de muitos livros, não é ser culto ou inculto.

O problema de Cavaco é a cultura que ele traz agarrada ao pelo. Ou seja, a sua propensão para ver curto. Muito bem desmontadinha aqui.
publicado por João Tunes às 16:45
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BEM LEMBRADO

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Copiado de onde só podia ter saído.
publicado por João Tunes às 02:18
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TOLERANTE ATÉ SOU

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Sei que vou ganhando fama de “mata-frades” e logo eu a quem o peso da barriga e os achaques de coluna não permitem folias de violências.

Nada mais oportuno para explicar que não senhor, nada disso. E até aproveito para explicar porque sou tolerante relativamente às opções religiosas (todas).

Um dia, era miúdo, passei férias na região de Santa Marta de Penaguião (Douro). Passou por lá uma procissão de uma Nossa Senhora qualquer (são tantas que se me varreu a identidade daquela). Tudo nos conformes - banda, padre, crentes, bombeiros, GNRs, forças vivas, muitas forças crentes, o pálio cobria o Prior com um Cristo mui rico metido no regaço, a banda tocava, o pálio avançava, o padre também, o povo ia ajoelhando e benzendo-se á passagem do Cristo Rico nos braços do Prior. Só que um camponês distraído pelos copos bebidos não se apercebeu do tempo certo para meter os joelhos em terra, veio um GNR mais o Regedor e meteram o crente etilicamente distraído, com uma cachaporrada na cabeça, logo ali de joelhos e ainda levou uma coronhada extra como conta calada para prevenir futuras distracções. Ao ver aquilo (teria os meus catorze anos) tomei, então, três decisões rápidas e imediatas para com o meu íntimo - nunca mais me ajoelhar, não querer aquela religião, ser tolerante com todas as opções religiosas (incluindo a do Prior, do Regedor, da GNR e de quem os pariu como irmãos gémeos do nacional-catolicismo à lusitana).
publicado por João Tunes às 01:55
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COLOS

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Disse o quanto me comoveu a linda homenagem que a Isabella prestou à memória do seu pai. Comoveu-me por eles, filha e pai, e também pela saudade de mim (nós, a lermos os outros, não nos vemos através dos outros?). E isto de saudades, também se sabe, são as do que se teve e as do que nos faltou.

Perda de pai (ou mãe) é sempre chaga que nos arrasta a vida. É uma perda de colo e isso, numa qualquer hora de solidão, daquelas de arrasar, é-nos tudo. Porque é uma ausência em que ninguém se pode sentar no seu lugar. Não há volta a dar. Mas como é bom que do(da) ausente fique uma memória de conforto da ternura. Eu que cresci e vivi na falta de colos (de pai e de mãe), por ter sido entregue a colos emprestados, senti e comunguei a nostalgia deste bonito post e, sem pedir licença, aboletei-me ali, em abuso intrometido, a ouvir, com eles, o Glenn Miller. Estarei desculpado?
publicado por João Tunes às 01:33
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2005

SOBRE UM “EXEMPLO ALEMÃO”

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Se forem à “tabanca” do Lutz podem ler os mais enfronhados e vivos debates sobre a liberdade religiosa a que assisti na blogosfera (não perder os ricos e animados recheios das “caixas dos comentários”, há lá de tudo, autêntico bazar chinês e de chinesices).

Diga-se que o Arquitecto e Cavalheiro Lutz se desenrasca bem, com elegância, paciência e pertinácia. Mas, em cada volta de vontade de síntese superadora, agrava o estrago. Assim que, conciliador, desata a colar cacos e apelar ao bom senso, suscita mais barafundas que ainda partem mais loiça que as peças antes partidas. Uma autêntica cornucópia de concertos e desconcertos. Deliciosa também, na medida em que os demónios escondidos se enfurecem e sopram os ventos medievos. Sem que o nobre liberal de esquerda perca o tino, a paciência e o sentido das alturas. Direi mais, além de uma delícia, um verdadeiro espanto. A não perder, tão refrescante que é.

Como refúgio de síntese superadora ou escapista, pareceu-me, o Lutz socorre-se das práticas da sua terra-mãe e vai buscar o exemplo alemão em que a questão dos símbolos religiosos nas escolas públicas são decididas pela decisão dos pais dos alunos, escola a escola. Se nenhum pai se opuser, o símbolo fica, se pelo menos houver contrariedade manifesta de um dos pais, o símbolo sai. Traduzindo para a prática, a laicidade, mesmo constitucionalmente consagrada, fica ao arbítrio da soberania dos pais, assim a modos que soberania delegada nas comunidades parentais. O que não deixa, sendo aparentemente sábia como meio de derrimir conflitos ao colocá-los nas esferas das responsabilidades comunitárias, de levantar uma outra questão na evolução dos direitos humanos – os direitos e os princípios da protecção e da autonomia das crianças. E se os pais são responsáveis pela protecção e pela educação das crianças, são igualmente obrigados a respeitar a sua autonomia no desenvolvimento da sua personalidade e das suas opções e livres escolhas. Um pai ou uma mãe que educa uma criança para seguimento das suas escolhas ideológicas, políticas ou religiosas, está a pré-determiná-lo como seu seguidor por acto prosélito. E tem esse direito? Com base em que direito de propriedade intelectual ou espiritual? Não basta o efeito da influência do meio sócio-familiar (esse, sim, inelutável)? Porque raio um pai e mãe budistas, hão-de querer garantido que o seu filho também o seja e vá ser educado de pequenino para o ser? E se o pai for budista e a mãe muçulmana, como fazer? Não creio, pois, que, no caso, a “solução alem㔠seja uma boa solução. Num Estado Laico, nem a Escola nem os Pais, devem ter o poder de pré-determinar e influenciar (explicitamente) as escolhas religiosas (ou políticas, ou orientações sexuais, ou outras) das crianças. Deixem-nas crescer e escolher. Só isso. E o melhor crescimento é o que é feito em liberdade, sem baias nem redis. O problema é quando os adultos gostam de estragar ao imporem os seus gostos como "marca de propriedade parental".

[Com os meus dois filhos, foi assim: remeti-os sempre, sem esconder as minhas opções, para as suas escolhas, as suas opções, dando-lhes o conceito que sempre que se escolhe há sempre várias hipóteses para escolher, isso é que valoriza a escolha e que as vidas mais tristes são as feitas em caminhos de sentido único. Não os baptizei, mas sempre lhes disse que se baptizariam e frequentariam igrejas se e quando o entendessem e pela religião que escolhessem (a minha filha mais velha baptizou-se pela religião católica, quando adulta, o meu filho mais novo, nos 17, anda a ponderar a questão); frequentaram e não frequentaram, nas vezes que escolheram, as aulas de Religião e Moral. A minha filha mais velha é adepta ferrenha (sem cartão) do Sporting; o mais novo, é sócio, nada ferrenho, do Benfica. O meu filho mais novo é “laranjinha” (tem cartão e tudo) e “cavaquista”; a minha filha mais velha anda entusiasmada a garantir-me que Manuel Alegre vai à segunda volta e ganha. E eu só me sinto completo com esta diversidade, porque nenhum filho meu é “cópia” minha. E, garanto-vos, um e outro são catitas. E felizes, vejam lá!]
publicado por João Tunes às 15:53
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NA HORA DO REGRESSO AOS TEMPLOS

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Contrariamente ao que - com toda a sinceridade - esperava, a questão da abolição da exposição de um simbolo religioso particular (o crucifixo) nas escolas públicas deu numa chinfrineira de todo o tamanho. Eles foram bispos, amigos e protectores da Família Cristã, padres avulsos, presidentes de juntas de freguesia, CDS em peso e católicos desatinados em histeria miguelista. E, para espanto maior, o Cavaco que não fala, também falou. Tudo contra. Num cenário de vítimas inventadas como se a Carbonária (Octávio Ribeiro, da direcção do “CM”, chamou-lhe mesmo um “acto carbonário”) se levantasse das brumas da memória para, de escopo, martelo e “pé-de-cabra”, desatar por aí a profanar cruzes e a deitar altares abaixo.

O desatino inesperado demonstra a forma integralista como a Igreja Católica, incluindo uma parte dos seus devotos, não aceita o seu papel de influência na sociedade portuguesa se ela não comportar um domínio absoluto e não estiver legitimado como religião oficial (no beiral da obrigatoriedade). Valendo-se do peso da tradição e do muito tempo em que foi cimento da ideologia do regime, impante do sucesso do culto fatimista, apesar da Concordata, a Igreja não reconhece de facto o princípio da laicidade do Estado constitucionalmente consagrado. Aquilo que se afigurava como uma rectificação serôdia, pelo seu atraso, de uma anormalidade (a exibição de símbolos religiosos de uma única religião em estabelecimentos públicos de ensino), foi visto, perversamente, como um acto de levantamento da “questão religiosa”, uma perfídia de jacobinos e ateus contra a Santa Madre Igreja.

Só consigo entender esta encenação de vitimização católica, ridícula perante as benesses que continua a usufruir para dar continuidade à sua posição de Igreja dominante, pela própria crise que corrói por dentro a própria Igreja e a sua incapacidade em ultrapassar os seus atrasos perante práticas e disposições que não casam com questões de direitos humanos. Falo na questão da sexualidade castrada dos padres, cuja não resolução mancha a Igreja com inúmeros abusos sobre menores e da vergolha das práticas sexuais “paralelas” e “clandestinas”, do papel da mulher na Igreja. E a congregação dos fiéis à volta de um empolamento vitimizador vem mesmo a calhar para abafar o ruídos das contradições insanáveis de uma Igreja que, não tendo tempo, não consegue viver com o nosso tempo, este tempo em que a evolução nos direitos tornou anacrónicas certas descriminações que continuam a contaminar a prática católica. Uma cópia, afinal, da histeria dos integralistas católicos espanhóis que já têm prática de movimentação anti-Zapatero por causa do casamento de homossexuais e da obolição da obrigatoriedade do ensino de Religião e Moral nas escolas públicas. Um arremedo também de imitação das práticas dos fundamentalistas islâmicos, em que escola é madrassa ou deve vir abaixo.

D. Januário Torgal, um bispo que normalmente gosto de ler e ouvir, porque é homem de pensamento ágil, também não escapou a meter-se no barco do escândalo integralista sobre o raio do crucifixo nas escolas. Quando julgo que, quanto a privilégios e apuramento dos princípios da laicidade, D. Januário devia ter gerido a sabedoria do silêncio. Porque em termos de privilégios inaceitáveis que a Igreja Católica usufrui no quadro constitucional de um Estado laico, o crucifixo nas escolas é uma abencerragem simbólica mas uma abencerragem menor, no meu entender. Pior, muito pior, mil vezes pior, é D. Januário Torgal ser Major-General das Forças Armadas por ser Bispo, sendo oficialmente Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança. E, com ele, D. Januário, haver mais 50 (cinquenta) capelães, igualmente do quadro do oficialato, pagos pelo Orçamento do Estado, ou seja, alimentados por todos os contribuintes, católicos e não católicos. A que propósito? E com que direito de usufruto de monopólio da assistência religiosa aos militares e às forças de segurança? E a que propósito muitas das cerimónias militares e policiais contemplam os ritos católicos (missas, homilias, pregações) na sua encenação programada?

Como se verifica, a história do crucifixo é apenas a ponta desse imenso iceberg da questão não resolvida, por inércia ou falta de coragem, do princípio da laicidade que impõe a separação entre Estado e Igreja. Mantendo-se as promiscuidades e privilégios herdados de um regime que usou a religião católica ao serviço da ideologia católico-fascista. A Igreja Católica, nos cinquenta anos de desforra da República, dominou de tal forma a sociedade portuguesa que, hoje, o regresso aos templos não se lhe afigura fácil de engolir. Já vimos este filme com os militares armados em políticos. Também, para esses, o regresso aos quartéis custou que se fartou. Mas voltaram. Pelos vistos, as sotainas serão mais teimosas que as fardas, mas também lá irão. Irão, talvez, é mais devagarinho.
publicado por João Tunes às 01:48
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Domingo, 27 de Novembro de 2005

DIÁLOGO CATÓLICO-LAICO

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- Porque falas sobre as decisões do Papa se não és católico?
- É que...

- O que tens a ver se os padres são solteiros, virgens, hetero, santos, tarados ou pecadores?
- Bem...

- Porque te faz cócegas que a mulher, segundo os usos internos da Igreja Católica, tenha um papel subalterno e não se considere ainda como suficientemente decente, pela sua natureza pecaminosa, a exercer o sacerdócio?
- Então, vamos lá ver...

- Que raio te deu para meteres o bedelho nesse atentado contra a privacidade dos assuntos internos da Igreja Católica que é a retirada dos crucifixos nas escolas públicas?
- Mas olha que...

- Cala-te. Não és católico. Não tens que te meter. Tens é que te converter porque vives num país católico. Depois, sim, falamos. Isto é, seguimos o Papa e os Bispos.
publicado por João Tunes às 17:15
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Sábado, 26 de Novembro de 2005

Manifesto do “Movimento Já”

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O “Movimento jᔠé um movimento republicano de juventude que encontra a sua razão de existir na candidatura presidencial de Manuel Alegre. O seu surgimento contraria a “lógica das cúpulas”, sendo antes o resultado de vontades diversas da juventude de todo o país que procurou organizar-se, cívica e politicamente, em torno deste mesmo projecto presidencial. O movimento reúne os adeptos do ideal republicano e humanista, que reconhecem a necessidade de dar voz à cidadania pela própria cidadania e reformar os “aparelhos” da República no sentido de valorizar o conceito democrático. Reconhecemos na candidatura de Manuel Alegre esta condição, o que justifica, em grande parte, uma necessidade que cada jovem deste movimento sente de dar opinião, de se manifestar e de “agarrar” esta nova maneira de encarar a política e os políticos.

As eleições presidenciais não existem para os partidos ou para os candidatos, existem para os cidadãos. Este é o ponto em que este projecto se distancia dos outros, não foi Manuel Alegre que se candidatou, não foram os partidos que candidataram Manuel Alegre, foram os cidadãos que candidataram Manuel Alegre e sobretudo os jovens. Por isso surge o “Movimento já”, para candidatar Manuel Alegre à presidência da República.

Este movimento tem como seus os valores da solidariedade, da igualdade e da fraternidade. Combatemos ao lado deste projecto presidencial por uma sociedade mais justa, por um mundo mais igual e por um país mais desenvolvido. Rejeitamos a reprodução do “patriarquismo” ou dos ícones neoliberais, assumimo-nos como jovens progressistas, defensores dos valores de “Abril “ e da ética republicana.

O cargo presidencial é considerado por este movimento como a “esperança” de afirmação progressista. Seremos “braços armados” de uma candidatura que dá um novo “tom” à política nacional, que dá voz aos cidadãos e que rompe com as instaladas convenções do “politicamente correcto”.

O "Movimento Já" acredita que precisamos de uma voz activa na defesa de uma outra solidariedade entre povos: acreditamos no multiculturalismo, acreditamos na capacidade de travar a desigualdade, acreditamos num internacional reformismo capaz de rever as prioridades da globalização e dar prioridade à condição humana e sentido à Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Tendo como mote “ há sempre alguém que resiste”, este movimento cresce todos os dias com a vontade própria de cada jovem, a vontade de resistir às convenções, a vontade de se afirmar pela cidadania e a vontade de lutar por uma sociedade mais justa, livre e solidária.

VIVA A REPÚBLICA!

(transcrito daqui)
publicado por João Tunes às 23:20
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