Domingo, 4 de Dezembro de 2005

OS SÁDICOS COMEMORATIVOS

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Nunca gostei de Sá Carneiro, como político, enquanto vivo. Passados estes 25 anos, desde que se foi, não consegui encontrar razões ou argumentos para dele gostar com efeitos retroactivos.

Respeito-lhe a memória. Quase todos, os que gostaram e não gostaram dele, o fazem. Excepto a cambada de sádicos que deram o nome dele a um Aeroporto (em algum outro país do mundo se dava como nome a um Aeroporto, o de uma personalidade que foi vítima horrivelmente trágica dentro de um avião?). Já bastava, como insulto piroso, o "monumento" na Praça do Areeiro.

E o culto de Snu, agora sacudido pelos canais de propaganda de Balsemão, enquanto dama e amante ostracizada, é altamente indigente e um rameloso “mea culpa” de “jet set jornalístico”. Quando muito, um caso para estudo sociológico das amarras beatas dos preconceitos de alguns senhores e senhoras da época. E uma certa forma de, à distância e pela distância, se redimirem.
publicado por João Tunes às 17:53
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3 comentários:
De DespenteadaMental a 5 de Dezembro de 2005 às 13:14
"...amarras beatas dos preconceitos de alguns senhores e senhoras da época...".
João, subscrevo! Nunca esquecerei duas imagens que vi, na sequência da morte de Sá Carneiro e seus acompanhantes. A 1ª, na reportagem televisiva, em que os repórteres de imagem pareciam hienas, rondando os destroços carbonizados do Cessna. A 2ª, no velório de Snu, em que se via a mãe completamente sozinha, velando-a. Sendo impossível Sá Carneiro estar presente, competia aos seus "amigos" terem-no representado num acto em que ele estaria presente todo o tempo. Acontece que a eleição presidencial ainda não ocorrera e os "amigos" não quiseram correr o risco de perder os votos beatos, risco que Sá Carneiro correu e enfrentou, não escondendo a sua relação com Snu. Não sendo apreciadora política de Sá Carneiro, não posso, no entanto, deixar de admirar-lhe a coragem e a frontalidade, características que os "amigos" demonstraram não possuir. Nem humanidade, sequer...
Abraço.


De Joo a 5 de Dezembro de 2005 às 01:33
E sabendo o que sabe, o OLima já o contou à Judiciária? É que o seu comentário é assunto de polícia, onde não me meto, e não tem a ver rigorosamente nada com este post.


De OLima a 4 de Dezembro de 2005 às 20:00
E continuam a esconder o Adelino Amaro da Costa. A bomba na avionete era para ele. O Sá Carneiro estava lá por engano.


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